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Edição#8: Flexibilidade do CDR3 do TCR comprovada por cristalografia. Implicações no reconhecimento antigénico pelos linfócitos T.
Clean
December 07, 2007 05:03 PM PST
Olá malta!

Neste oitava edição do Podcast Imunoterapia Tumoral apresento-vos o artigo de Gakamsky et al, publicado recentemente no jornal PNAS vol 104: 16639 de 2007.

Este artigo vem pela primeira vez corroborar com dados de biofísica os dados apresentadas por vários trabalhos baseados em cristalografia do complexo TCR/peptideo-MHC, e onde é sugerida de o domínio do CDR3 é capaz de uma certa mobilidade e capacidade de adaptar-se ("fiting") à superfície tri-dimensional do complexo peptídeo-MHC.

Para relembrar: o TCR é o receptor da célula T, que reconhece peptídeos (oligopeptideos) apresentados pela molecula Major de Histocompatibilidade (MHC). As células T são de dois tipos: CD4 ou CD8, sendo as células T CD4, apresentando o co-receptor CD4 e reconhecendo peptides apresentados pelo moleculas MHC de classe II; e as células T CD8 apresentando o co-receptor CD8 e reconhecendo peptídeos apresentados pelas moleculas MHC classe I.

No caso das respostas adaptativas, o reconhecimento de peptídeos apresentados por moléculas MHC pelas células apresentadoras de antigénios é fundamental para a modulação das respostas imunológicas (nomeadamente via células T CD4) e para a criação de respostas efectoras capazes de eliminar situações anómolas tais como infecções virais, parasitarias ou tumorais (via células T CD8).

A variabilidade dos TCR é enorme (10^13), mas também enorme o número de sequências de amino ácidos apresentados pelas moléculas MHC. Por cristalografia sugeriu-se que o domínio CDR3 do TCR, que reconhece sobretudo o complexo peptideo-MHC tem flexibilidade, podendo-se adaptar em várias conformações, podendo assim cobrir mais sequencias peptideo-MHC doque se fosse rigido. Este artigo que apresento, mostra por estudos de FRET (Fluorescence Resonance Energy Transfer) que as energias envolvidas e a rapidez do processo é compativel com os estudos cristalográficos e abre assim uma nova maneira de interpretar o reconhecimento de peptideos pelo TCR.

Espero pelos vossos comentários e sugestões...

Pedro